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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Troca de miminhos da Anita.

E para encerrar o capítulo Natal, visto que até já o header voltou ao normal, snif snif, venho aqui deixar as fotos do presente que recebi (ainda que com acidentes de percurso) por ter participado na Troca de miminhos da Anita, bem como o respectivo agradecimento a quem mo enviou. Obrigada Ana, gostei muito.

Quando abri vi apenas o óbvio. Bases para copo alusivas ao Natal.


No entanto elas tinham algo peculiar e quem descobriu foi honey...


Aplicam-se directamente nas bases dos copos. Voilá!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Não querendo ser uma cabra,


mas antecipadamente avisando que o vou ser, gostaria de deixar registado que, após grande alarvanço nesta época natalícia, não só não engordei como emagreci dois quilos. E esta hein?!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Natal é onde a minha família estiver.

Desde que vim para Lisboa, há tantos anos que não interessa quantos, que ainda só houve um Natal, o de 2010, que não foi passado na Serra e confesso que não gostei. Os meus pais vieram cá, correu tudo bem, mas senti falta da casa mãe, da lareira, do frio serrano, da fogueira de Natal em frente da Câmara Municipal... Enfim, senti falta de casa.
Este ano, embora sem muita surpresa, voltaram-me  a trocar as voltas. Honey, que trabalha por turnos,  vai trabalhar dia 24 até à meia noite. 
Quando ele me disse, não sei se fiquei mais triste por não podermos ir lá acima, ou se pelo facto de ele ter que passar a noite da Consoada a trabalhar. No entanto, e passados poucos instantes, caiu a ficha e mandei a tristeza para as urtigas porque tudo na vida é uma questão de ponto de vista, senão vejamos. 
Se ele está a trabalhar, ainda que na noite de Natal, é bom sinal. É sinal, que nos tempos difíceis que atravessamos, ele tem trabalho. Para além disso, e continuando na mesma linha de pensamento, teremos concerteza muitas outras noites de Consoada juntos pela vida fora.
Outro aspecto que me estava a escapar, e que é sem dúvida o mais importante, é que o Natal é onde a minha família estiver e como tal, se ele fica, eu também fico, e se nós ficamos, os meus pais vêm por aí abaixo para passar o Natal connosco, a família estará reunida e isso sim é que é importante. 
O onde e o como não importam, o que importa, é que estaremos todos juntos e isso é que é para mim a verdadeira celebração do Natal.

sábado, 3 de novembro de 2012

Gosto tanto do Natal!

Eu sei que falta mais de um mês mas eu adoro o Natal e velas. E porque um Natal sem velas não é Natal, ficam algumas sugestões decorativas para a época festiva que se aproxima.











segunda-feira, 22 de outubro de 2012

New week.

Ora cá estamos nós a dar início a mais uma semana e não tarda nada estamos no final de Outubro. O tempo não corre, voa! Não tarda nada estamos em Dezembro e com ele vem o meu aniversário e claro, não menos importante, o do menino Jesus. Eu adoro o Natal! 
Gosto de tudo, dos doces, do bacalhau da consoada típico da minha zona, do borrego do dia seguinte, da minha mãe andar louca pela casa a querer fazer tudo ao mesmo tempo, do meu pai que adormece depois de jantar e acorda 15 minutos antes da meia noite e é pior que os putos a abrir os presentes, do meu honey que nunca sabe que cara há-de fazer quando recebe um presente, do convívio... E vocês? O que mais gostam no Natal?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um estranho pedido de Natal.


A partir do momento em que dizem: "Pode ser chamada a qualquer momento!", acaba-se o sossego.

Por muito que se queira ou tente agir naturalmente, tudo vai por água abaixo com o simples tocar do telefone ou com a chegada do correio.
Os dias passavam lentos e as horas pareciam intermináveis.

Depois daquela última consulta nada mais havia a fazer. Tudo o que havia para ser feito ou dito já estava.
Restava agora uma espera indeterminada.

Durante esse tempo, apesar da espada que sentia sobre a cabeça, os dias decorriam dentro de uma normalidade à qual não estávamos habituados.


O meu pai andava bastante nervoso, passava bastante tempo fora de casa a trabalhar e quando estava em casa não falava sobre o assunto.


Eu adoptei o método de, durante o dia com a minha mãe andar sempre hiper activa e bem disposta. À noite, na privacidade do meu quarto libertava todas as minhas frustrações em intermináveis horas de choro. Normalnemte adormecia assim. Todos os dias rezava para que tudo corresse bem. Houve dias em que de facto acreditei que as minhas preces estavam a ser ouvidas mas havia outros que é impossível esquecer.

A minha mãe ora andava apática ou fazia de conta que estava normal. Claro que o que existia era uma enorme fragilidade que um simples sopro podia abalar a qualquer instante.
Os momentos de fraqueza da minha mãe perturbavam-nos a todos, não só porque a víamos em desespero mas também porque despertava os nossos próprios receios.

Houve um dia em particular, julgo que já em meados de Novembro, que me ficou guardado na memória, não pelo que foi dito, não pelo que se passou, mas sim pelo que senti.


Já tinha passado cerca de um mês e meio desde a última consulta e não havia qualquer notícia por parte do IPO. Durante esse tempo muitas coisas passam pela cabeça, boa e más, mas também muita gente opina da pior maneira possível.

Sempre que saíamos à rua e éramos abordadas por alguém que já sabia da "grande tragédia" era um desastre.
Toda a gente tinha uma história para contar de um familiar ou alguém conhecido que tinha tido cancro e faziam questão de relatar tudo ao mais ínfimo pormenor.
A maior parte destas histórias terminavam com a morte da pessoa em questão e sempre que isso acontecia eu via a cara da minha mãe fechar-se de preocupação e medo.


Nunca na vida tive que controlar tanto os meus instintos de fúria. Só me apetecia esbofetear todas aquelas pessoas e mandá-las morrer longe de mim.
Ainda hoje vejo a maior parte dessa gente como abutres.
De qualquer forma esses episódios tinham sempre consequêcias negativas na minha mãe e era muito complicado conseguir dar novamente a volta à questão.

Todos os dias eu fazia questão de ter tempo para o discurso positivo de mentalização e de perspectivar o futuro.

Esse dia, porém, não funcionou. Estávamos só as duas a almoçar e subitamente os pratos voaram da mesa e a minha mãe tem um ataque de pânico/fúria incontrolável.
Chorou, gritou, desesperou... Fez tudo a que tinha direito.

O tempo estava a passar e ela só queria que tirassem "aquilo" de dentro dela. Quanto mais o tempo passava pior. Como ela costumava dizer: "Na demora é que está o perigo".
Completamente transtornada, ligou para o IPO e falou com alguém tal como se estava a sentir e a pensar no momento.

Eu não aguentei estar a ver a cena e fui para o meu quarto e foi o que senti que me marcou.
Senti uma pena enorme da minha mãe e uma espécie de vergonha por ela ter perdido a compustura daquela maneira a ponto de ligar para o IPO a gritar.

Senti pena dela porque sabia que ela não queria morrer. Eu não queria que ela morresse. Senti-me envergonhada por ela estar a ligar naquele pranto para o Hospital. Senti resignação. E senti vergonha de mim mesma por me estar a sentir assim.

Ainda assim, continuei no quarto tempo suficiente para arranjar coragem de a encarar novamente.

Quando voltei para junto dela, disse-me que devido à conversa que teve com o IPO a tinham colocado numa lista de espera de desistências.
Fiquei sem perceber mas ela apressou-se a explicar.

Estávamos a aproximar-nos do Natal e apesar da época as cirurgias continuam. No entanto, há muitas pessoas que são chamadas e desistem porque recusam ser operadas naquela quadra festiva.
Eu considero isso uma estupidez porque afinal de contas, com que espírito é que uma pessoa está em casa com a família a saber que tem o "diabo" no corpo e que só por ser Natal e Ano Novo desistiu da operação que a pode salvar e sem perspectiva de uma nova data?
Enfim, cada um é que sabe.

Tenho que confessar que de início tive um baque mas depois não liguei e pedi a todos os santinhos para que ela fosse chamada. Foi esse o meu pedido para presente de Natal.


A partir desse dia as coisas serenaram um pouco e a rotina do dia a dia continuou.

Entretanto fiz 23 anos e para o Natal já só faltavam dez dias. Não havia quaisquer notícias.
O desespero voltava a instalar-se.

Até que numa manhã o telefone tocou e eu atendi.

Identificaram-se como sendo do IPO e perguntaram se estavam a falar com a minha mãe. Como a senhora do outro lado da linha parecia estar com alguma pressa disse que era eu. Do outro lado ouvi: "Houve uma desistência de cirurgia para dia 27 de Dezembro. Aceita?"

Imediatamente assumi a vontade da minha mãe e disse que sim. A senhora continuou: "Tem que se apresentar no IPO dia 26 de Dezembro às 11h da manhã para internamento."

Voltei a dizer que sim e terminou a chamada.

Sentei-me no sofá com uma sensação estúpida no peito. Era um misto de euforia e pavor.
Se por um lado estava contente por a terem chamado para ser operada, por outro seria o prosseguir do pesadelo. Ignorei os meus sentimentos e fui à procura da minha mãe pela casa.

Ela vinha a descer as escadas que dão acesso ao sótão e estava a sorrir. Engoli em seco e disse-lhe.
Reagiu exactamente como eu. É uma experiência única, verdadeiramente agridoce.

Já faltavam poucos dias para o Natal e para a operação. O que fazer?
Ceder ao medo e entrar novamente no turbilhão de pavor do desconhecido, ou adoptar a quadra Natalícia para fugir ao que se aproximava?

Nesse mesmo momento fui ao sótão e trouxe todas as tralhas decorativas e meti mãos à obra. Andei horas naquilo. A certa altura até a minha mãe se entusiasmou e começou a pendurar enfeites por todo a lado, nas portas da rua e de casa, nos candeeiros, nas paredes... Uma loucura. À noite, quando acendemos a iluminação e vimos o espectáculo montado rimos que nem duas perdidas. Estava demais.
Nunca mais voltámos a fazer uma coisa assim!

Depois disso os ânimos serenaram mas a preocupação começou a dominar a situação aos poucos e o dia de Natal foi como se não tivesse existido.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo.


Há bastante tempo que estou ausente daqui mas a aproximação das festividades de Natal não favorece a escrita.

Hoje é dia 26 de Dezembro e os dois acontecimentos mais importantes deste mês já aconteceram: o meu aniversário e o do Menino Jesus.
Eu completei 30 anos ele 2010.

Entretanto chegámos ao Natal. 
Demorou imenso a chegar e passou num instantinho. The usual.


Quanto a mim. Cá estou a tentar remar contra a maré mas não está a ser fácil.

Ainda assim vou tentar arranjar boa disposição e mais alguma energia para entrar no novo ano com outro espírito para que possa atrair boas coisas :).

Termino a desejar a todo mundo continuação de festas felizes e um ano de 2010 espectacular embora não acredite que o vá ser.