
Durante a semana passada, aproveitando que estava de férias, resolvi ir cortar o cabelo. Em primeiro lugar porque já andava farta do corte, ou falta dele melhor dizendo, em segundo porque achei que trabalho novo merecia novo look. E assim fiz.
Chegada ao cabeleireiro, e quando questionada sobre o que queria fazer, informei muito certa de mim, Hoje quero algo diferente, e como quero manter o comprimento vamos fazer uma franja. Quando digo que estava muito certa de mim, estava mesmo, pois já tinha usado franja anteriormente e sabia de antemão que me fica bem. O que entretanto me tinha esquecido é que a franja lisinha, à la Beatriz Costa, só mesmo no salão, pois em casa, a conversa já pia mais fininho.
O meu cabelo é um rebelde com causa, a de me fazer perder a paciência. Faz-se valer dos seus atributos a qualquer altura que lhe dá na gana e esta semana tem sido um abuso. Mesmo que eu a estique e seque e o diabo a quatro, ela arranja maneira de ser única e de se fazer destacar pelos piores motivos. Para começar, tenho um remoinho mesmo a meio da testa que faz com que, se apanhar um pouco de humidade vai cada parte para ser lado e fico a parecer o Carlos Cruz look anos 80. Depois temos a questão do meu encaracolado desvairado que se instala nas extremidades da franja, arrebitando cada ponta para ser lado e faz com que pareça aqueles bigodes revirados dos patriarcas dos anos 50. Como é que diabos se amansa uma besta destas, alguém me diz?