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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Contradições.

Pelos vistos aquela convicção toda de ontem resultou porque hoje, recebi notícias que podem ser consideradas pela maior parte das pessoas como sendo positivas mas que a mim me deixam neutra, ou seja, nem infeliz, nem exultante de felicidade.
Já vai para um ano que estou a trabalhar numa empresa conceituada em regime de trabalho temporário e foi-me dito hoje, por parte da chefia directa, que em princípio, no próximo mês deverei assinar contrato com a empresa. 
Do ponto de vista racional esta é uma excelente notícia, do ponto de vista emocional fico algo ansiosa pois não só não me identifico minimamente com a área de negócio da empresa, o que faz com que o meu trabalho não me dê gozo nenhum, como me provoca o sentimento de, Meu Deus é isto que vou ficar a fazer para sempre?
No fundo sinto-me grata porque dado o estado do emprego em Portugal, com tanta gente à procura de uma oportunidade, eu tenho trabalho e o mesmo está a ser reconhecido. O problema, é aquela vozinha persistente dentro de mim que continua a dizer-me para não perder a esperança de vir a conseguir trabalhar na área que eu gosto e me faz feliz que é na banca.
Seja como for, para já, é o que tenho e que é muito mais do que muitos actualmente. 
Quanto ao que me faz feliz, é uma questão de continuar a acreditar e a lutar. Pode ser que algum dia aconteça.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Sobre o trabalho.



Ora cá estou eu de volta para iniciar os meus updates. Vou começar talvez pelo mais importante, o que me tem feito estar longe da blogosfera, o meu trabalho. Tal como disse há uns meses atrás, comecei a trabalhar em Março, após longos meses de seca e desespero em casa e a partir daí, a minha vida deixou de ser a mesma (e ainda bem). No início, confesso que foi muito difícil adaptar-me pelos mais diversos motivos, mas o principal, foi mesmo o facto de ter mudado de ramo e de não perceber absolutamente nada do novo mundo onde me fui meter. Arranjei emprego no ramo farmacêutico (tem tudo a ver comigo, not, - licenciada em letras e com experiência de banca...). No entanto, se por um lado, a adaptação foi um pavor, por outro, tem sido um desafio enorme. É um trabalho super exigente, com muitos contras, em especial o horário e o stress, mas no geral, posso dizer que até estou a gostar. Acho que da parte da entidade patronal o sentimento é recíproco, pois terminados os 6 meses do contrato inicial, renovaram comigo por mais um ano. 
Não sei se me imagino com a minha função durante muitos anos, não sei sequer se vou ter possibilidade de crescer dentro da empresa, ou até mesmo se vou lá ficar, a única coisa que sei, é que levando em conta a crise que atravessamos é muito bom chegar ao final do mês e receber um ordenado. E para já, o ponto de situação laboral é este. Um dia de cada vez com esperança de um futuro melhor.
Em relação a outros aspectos da minha vida, as coisas estão também a mudar, para melhor, mas isso é já material para outro capítulo.