Jogar ténis.
Sempre que tentei, (porque agora já nem me dou ao trabalho) as peripécias eram no mínimo dignas de cinema. Desde mandarem-me a bola e eu não acertar nela NUNCA, a muito facilmente demorar um bom quarto de hora, na minha vez de servir, só a tentar fazer chegar a maldita ao outro lado da rede, dá para imaginar o Ás que eu sou.
A última grande tentativa aconteceu, andava eu no 12º ano e aprender ténis, fazia do programa da disciplina de Educação Física. O professor, que era turra, encasquetou que aquilo era má vontade da minha parte e que eu ia aprender custasse o que custasse.
E assim foi.
Após ter perdido, não sei quanto tempo só para conseguir que eu pusesse a bola do outro lado do campo, quis por uma força avançar no grande projecto e vai de querer jogar comigo. Ele de um lado e eu do outro. Tudo bem, pensei eu, se ele acredita, isto até pode correr bem.
Mas não correu.
Tudo a postos, eu em posição, respirei fundo e foquei toda a minha atenção no que estava prestes a fazer. Ele vai de servir e eu, completamente convencida que uma nova Mónica Selles ia nascer nesse dia, vai de acertar na bola e mandá-la com quanta força tinha, de volta para o meu adversário.
O problema, foi que a bola não foi sozinha, levou a raquete com ela. E não fosse o homem ter movimentos felinos, tinha levado com ela no alto da pinha que era um mimo. Escusado será dizer, que ficámos por ali e que até ao final do ano, o tema não mais foi abordado.