
Se vocês fizessem ideia das oscilações de humor que por aqui andam, fugiam a sete pés sem olhar para trás.
Ontem à noite, apanhei a maior das telhas porque, por volta das 8 e meia, mesmo quando acabámos de jantar, cortaram a água. Como é óbvio, deve ter havido por aí uma qualquer avaria que a isso obrigou, e isso, a Lizzie racional compreende. O mesmo já não se pode dizer da Lizzie irracional, que actualmente tomada de assalto por hormonas em fúria devido à iminente chegada da menstruação, ficou completamente possuída pelo diabo quando se viu a braços com a loiça suja do jantar. Ok que eu não sou fã de lavar a dita, mas vê-la suja na pia é que não porra.
Quanto à água, acabou por voltar cerca das dez e meia da noite, com grande alarido, pois mais parecia que tinha almas do outro mundo a contorcerem-se de dores dentro dos canos, e perante isto, lá fui eu rapidamente tratar do assunto mas mesmo assim, a telha não passou.
Hoje, a coisa está melhor por um lado, mas pior por outro, pois há algo ruim, que insiste em me torturar a todo o instante e sem pré-aviso, que é uma gula monumental, da qual ando a ser alvo já há uns dias.
Por enquanto, está tudo controlado e ainda não foi cometida qualquer atrocidade alimentar. O truque? Procuro nunca chegar a ter fome. Faço para aí 7 mini refeições ao longo do dia, vou comendo fruta e vegetais e acima de tudo, bebo bastante água.
O problema, é que de vez em quando, vejo a minha mente assaltada pelas mais diversas porcarias alimentares de que há memória e instintivamente, quase começo a salivar.
Para que tenham noção, posso dizer-vos que o que me apetece devorar neste momento, seria letal para um diabético e suficiente para alimentar pelo menos três pessoas em África.