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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Assim não pá!

Ora eu que sou uma moça séria e pouco dada a regabofes com estranhos, sinto que me foram ao fofo sem pedir licença e pior, sem vaselina! Passo a explicar.

Pois que recebo a carta do seguro do meu bólide para pagar, que aliás já esperava, e pois que ao terminar de a ler fico assim para o mal disposto. Não é que os - aquela palavra que rima com calções - me retiraram a assistência em viagem, (porque é algo que não se justifica num carro não é?) e também me aumentaram o valor do prémio do seguro?

Mas que m*rd@ vem a ser esta, hein? Sem pré-aviso, nada? Assim não dá amigos! O meu guito, por muito que eu queira, não é elástico, nem se reproduz como os coelhos. Por isso, vamos lá a ter calminha com o andor que a santinha aqui é de barro e até fazer uma prospecção de mercado não vos pago nem um cêntimo. Fuck.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Um bocadinho de quase nada.

Acordou. 

Cada pensamento a irrita. Está desgastada. 
Uma noite mal passada é igual a uma doença. A boca está amarga. O estômago não perdoa. 
Tem um coração na cabeça. Vivo. A latejar.

Vai à janela.   

Está naqueles dias em que se irrita sozinha. Em que tem coisas para fazer mas não lhe apetece. Em que o apelo ao dever não fala mais alto. Em que a amargura do regresso é mesmo amarga. 


Veste o roupão e suspira.

Nada está completamente mal mas também não está completamente bem. Tudo está meio feito e outra metade está por fazer. Um bocadinho de quase nada e muito pouco de quase tudo. 


Dá uma volta pela casa e volta à janela.

É assim a vida, dizem os velhos. Não se pode ter tudo! Aprende-se a viver com quase nada. É assim que se dá valor ao que se tem. 
Haja amor. Haja saúde. Haja alegria. Haja qualquer coisa. Simplesmente aja.

Faz café.

Aja como se não houvesse amanhã. Aja agora. Antes que seja tarde. Antes que o sol se ponha. Antes que os talheres estejam na mesa, que as luzes se liguem e a chama se apague. 
Aja sempre. Sempre que necessário. Quando a cabeça o mandar e quando o coração lho pedir. Não pare.


Vai para a sala. 

Não pare nunca. Mesmo que esteja cansado. Mesmo que não faça sentido. Mesmo que não tenha motivo. Mesmo que lhe doa o corpo.

Senta-se.

Pare para parar de pensar. Pare para decidir.  Pare para poder respirar. Pare só por parar. Porque precisa. Pare para criar.

Começa a escrever.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sabedoria não muito popular...

Diz o ditado que: Quem espera desespera. 

A espera marca o passar dos dias, das horas. 
Horas intermináveis em que se fazem riscos e rabiscos para um futuro melhor. 
Horas em que se desespera, em que o peito se aperta e o estômago se contrai. 

Calma.
Nada se pode fazer senão esperar. Nada a não ser aguardar e acreditar que desta vez tudo vai correr bem. E o tempo passa.

A meio caminho perde-se o acreditar. A espera já vai longa. 
Larga-se a crença e abraça-se a dúvida.
O tempo passa. 
Os receios ganham terreno. A dúvida deixa de ser intermitente. 
Assume-se que se aceita o fracasso. Espera-se agora por um não. Que também não chega.

E os dias passam. 
As horas, os minutos demoram anos a passar. Mas passam. Tudo passa. 
Volta a esperança.  
Houve um erro. Esqueceram-se. Um atraso? Alguma coisa? 
Nada.

Recomeça o processo. 
Tudo de novo. Do início, do zero. Como se fosse a primeira vez. 
Expectativas em alta. Vai correr bem. É só aguardar. 
Esperar.

Diz o ditado que: Quem espera sempre alcança!


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Hoje sonhei um bocadinho.

Hoje acordei com pretensões de grande escritora. É verdade, de vez em quando, como qualquer mortal tenho aspirações a tornar-me numa vedeta. Imaginei-me uma Virginia Wolf, uma Natália Correia uma Isabel Allende...

Ainda na cama idealizei como seria o meu dia. Levantava-me para beber uma grande caneca de café acabadinho de fazer enquanto deambularia pela casa e ocasionalmente olharia pelas janela para contemplar o sol. O  ideal seria que as janelas dessem para uma daquelas ruas lindas e tranquilas que existem em Lisboa de preferência com vista para o Tejo, mas adiante, não se pode ter tudo. Depois sairia para uma bela caminhada a pé e à chegada tomaria um longo banho (peço desculpa aos ambientalistas pelo gasto de água mas de vez em quando sabe bem).
Depois disso sentar-me-ia numa chaise longue com o meu portátil no colo, ou sendo ainda mais romântica, na minha (futura) máquina de escrever. Seguir-se-ia um almoço leve, um passeio pela baixa ou simplesmente um bom filme sendo o resto do dia ocupado a escrever (entrando também pela noite dentro como eu gosto), com o respectivo gato enrolado nas minhas pernas. Isto sim seria o meu dia de sonho, ou melhor, a minha vida de sonho.

Honestamente, quem é que gosta de trabalhar? Da rotina das 9 às 5h em que é sempre vira o disco e toca o mesmo? Quem é que aprecia o tédio? O trabalho mecanizado? Não seria fantástico que cada pessoa tivesse possibilidade de fazer apenas o que lhe desse prazer e felicidade?
Eu adoraria uma vida de diletantismo romântico. Que maravilha! Que saudades de um tempo que nunca vivi. Serões de tertúlias, de ópera, de teatro e do dolce fare niente... Que bem tudo isto é retratado na obra do grande e inigualável Eça de Queiroz. Adoro. Quem dera ter feito parte dessa época.

Os dias de hoje não permitem tais luxos. Não assim. Cada vez mais o tempo de qualidade é menor e pior que tudo, as os miúdos de hoje parecem fazer gala em representar uma geração detentora de uma ignorância bestial.
O cool hoje é ter um iPad ou iPhone, mesmo que para isso se desfaça a cabeça aos pais para os receberem como presente de Natal e terminar todas as frases com LOL.
Será que estes putos sabem o que quer dizer LOL? Não me parece.

Outra coisa que noto nesta miudagem é que não se sabem expressar, não conseguem por palavras explicar o que quer que seja a ninguém. Quando confrontados com alguma situação em que tenham que falar, a prosa inicia-se com um "Tás a ver é bué..." e termina uns segundos depois sem que alguém tenha sequer dito alguma coisas com um  "Não percebes".
Mas não percebes o quê? Foi dito alguma coisa? Juro que só me apetece sacudi-los pelos ombros, virá-los de cabeça para baixo para ver se se agita por ali alguma coisa. Credo, que tristeza!

Creio que se caminha  a passos largos para  a tomada de posse do grunhês e não do Português. Aí é que depois fazemos um figurão no resto da Europa, agora caloteiros e endividados, depois burros. Já estou a ver em Bruxelas a bancada parlamentar de Grunhal (com a forte possibilidade de ser uma província de Espanha) a fazer furor com os seus Eurodeputados do partido do LOL. O que eu tenho a dizer? Eu estarei ROFL.

Seja como for, todo o meu sonho romântico de passar o dia por casa terminou rápido porque o tempo estava a passar e só por acaso eu tinha que ir trabalhar. Das 9 às 5h, como manda a sapatilha.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

E às duas da manhã vi a luz!!


Não é fácil, mas de vez em qando acontece.
Quero apenas partilhar com os meus fiéis leitores que numa hora de inspiração divina, foi criada por mim uma nova palavra.

É com grande honra e orgulho que apresento publicamente o meu contributo para a Língua Portuguesa:


Belzebesta!!


Ficará para sempre gravado nos anais da história da língua esta genial criação feita por mim.

Belzebesta significa, e uma vez que a palavra é nova tenho o dever de a explicar, uma mistura entre a figura mítica demoníaca de Belzebu com a palavra besta.

Falo então de um ser que será em simultâneo mau e estúpido.

Isto merece desenvolvimento, mas a hora não é a mais adequada visto que o elefante cor de rosa que está no canto da sala acabou de por os óculos de sol e prepara-se para dançar vigorosamente ao som de James Brown.

Ausento-me portanto.

Graciosamente, Eu.